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A
REPRODUÇÃO DA OBRA
DE ARTE
NA ERA DA INFORMÁTICA
Até
poucos anos atrás um dos
escaninhos mais defendidos pelos
artista plástico em termos
de objeção era a reprodução
das obras de arte. O trabalho do
artista plástico quer em
tela, desenho aquarela ou gravura
sempre foi protegido pelos seus
autores e prepostos com a intenção
de tornar a obra como única
e objeto de uma visão particular
e reduzida.
Mesmo
a gravura tem tido desde há
muito tempo uma restrição
a tiragens das chamadas "provas",
em que os exemplares eram rigorosamente
previstos em pequeno número,
assinados, controlados pelo artista
e sua matriz inutilizada ou chancelada
de maneira a não permitir
novas edições.
A
gravura, nesse sentido, tinha em
cada exemplar a intenção
de ser uma prova individualizada
como um original.
Mesmo
com os processos contemporâneos
de "off set", "xerox"
e outros meios de reprodução
a obra única, mesmo copiada
não atingia o mercado e tinha
uma linguagem absolutamente desvalorizada.
Os
tempos são outros agora:
com o constante avanço da
área digital na informática
os artistas, museólogos,
colecionadores e galeristas estão
em face de uma realidade concreta
e irrefutável. A reprodução
da obra de arte entra em uma fase
extremamente importante e abre um
nicho surpreendente em todas as
atividades ligadas ao mundo das
artes.
Até
então os processos de reprodução
eletrônica esbarravam em variáveis
prejudicadas como a falta de definição
da imagem, a baixíssima resistência
das cores e a falta de idoneidade
dos suportes.
Pois
bem, tudo isso faz parte de um passado:
novos "scanners", novas
impressoras de última geração
e papeis e telas susceptíveis
de serem impressos ä perfeição
estão revolucionando o conceito
da duplicidade na obra de arte.
As
possibilidades são imensas:
uma aquarela, um desenho uma pintura
a óleo ou a outra técnica
podem ser reproduzidas em imagens
extremamente fieis em relação
ao original e colocadas no mercado
com preços extremamente reduzidos.
Uma
vez identificadas pelos autores
artistas, pelos impressores e pelas
galerias, uma nova linguagem da
fruição de artes plásticas
está disponível.
Uma
vez regradas pela ética que
deve conduzir o mercado abstém-se
uma possibilidade importante da
aquisição da obra
artística por uma multidão
de pessoas , ávidas em possuir
uma imagem de um artista famoso
ou de sua empatia.
O
processo mais atual da reprodução
digital é o denominado "gicleé"
: uma foto da tela, desenho ou aquarela,
mesmo pastel é digitalizada
e reproduzida em "plotters"
de alta definição,
supridos por jato de tinta com resistência
a luz comprovada em teste (atualmente
provadas idôneas por oitenta
anos).
Impressa
a imagem em papel, tela ou outros
substratos que reúnem condições
físicas de alta logenvidade(papéis
de arte com vida útil de
até cento e vinte anos) as
reproduções a olho
nú não se diferenciam
em nada do trabalho original.
Ao
artista cabe o controle, a assinatura
e numeração das provas
entregues ao mercado.
Os
processos da digitalização
do trabalho do artista como todo
o objeto comerciável e do
desejo correm riscos importantes
nessa nova maneira de suprir o mercado
de arte: a cópia clandestina,
a pirataria, o furto de imagem por
terceiros, prestadores de serviço
e demais formas ilícitas
do direito autoral estão
a espreita...
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