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A
arte de comprar arte
Sem dúvida alguma, a compra
de arte, é um prazer que
pode trazer lucro ao mesmo tempo
em que atribui status e classe a
tua casa. O grande segredo para
que isso aconteça com segurança,
é comprar certo. Quantas
e quantas vezes não confiamos
em nossa própria "capacidade
técnica" e compramos
algo errado? Em arte ocorre à
mesma coisa, e o problema é
que quando você descobre,
muito tempo já se passou
e você nem tem como reclamar
ou mesmo conseguir teu investimento
de volta. E geralmente um alto investimento.
O
simples fato de você ler sobre
determinado pintor, ou livros sobre
estilos e designs de peças,
mobiliários, esculturas,
não faz de você um
perito em identificação!
Tenha a certeza que do outro lado,
poderá ter um falsificador
que sabe exatamente quais os detalhes
você irá reparar, prepara
cada canto da peça que você
certamente irá mexer e sondar
para ter a certeza de sua autenticidade,
e como ele é um "profissional
do mal", sem dúvida
acabará por vencer essa competição.
Na
compra, seja de peça, mobiliário
ou quadro, você precisa ser
extremamente simples, meio que detetive,
notar detalhes corriqueiros pois
são esses detalhes, os pontos
que o falsário acaba pecando,
e portanto deixando a fraude transparecer.
Um
exemplo: Na compra de um quadro
falso, a assinatura certamente é
perfeita, exatamente como o à
do artista, afinal esse item foi
exaustivamente feito e refeito pelo
falsário, mas à parte
de traz do quadro, a tela e o chassi,
são visivelmente de épocas
diferentes as das atribuídas
pela época de nascimento
do artista. Basta você fazer
um comparativo com móveis
e utensílios da tua própria
casa, que você chegará
a tais conclusões! Imagine
se você deixar a cortina de
tua sala, sem lavar por 5 anos...
já imaginou? pois é...
chegaria em um estado próximo
ao podre! A tela de um quadro, como
uma cortina, também é
de pano e se deteriora exatamente
da mesma forma! Se por exemplo,
o pintor que assina o quadro, morreu
em 1.945, a tela e a madeira do
chassi tem que ser compatível
com tal época, se for novinha,
como tua cortina de 5 anos... o
quadro é uma falsificação!
O mesmo se aplica para a parte de
dentro das gavetas dos móveis
de "começo de século",
para os "Made In" das
cerâmicas "Companhia
das Índias", para a
marca de emenda de formas por esculturas
"feitas a mão".
Às
vezes, acontecem verdadeiras arapucas,
com o intuito de fisgar um comprador
de boa fé, e normalmente
conseguem! A ação
ocorre da seguinte maneira: Um anúncio
de jornal, oferece um quadro de
"Portinari" de uma ótima
fase. A "vítima",
pega o endereço e vai para
casa da pessoa ver o quadro, casa
essa que geralmente se situa em
algum bairro nobre, casa imponente.
É recebido por uma senhora
idosa, dizendo estar se desfazendo
de algumas peças e quadros.
Quando nossa vitima entra na sala,
vê Portinari, quadro absolutamente
verdadeiro, mas na hora do preço
nota que o valor é semelhante
ao de qualquer galeria de São
Paulo. Claro, o Portinari não
seria um ótimo negócio,
mas eis que seu olhar de lince,
nota um outro quadro, este de Di
Cavalcanti em um canto da parede.
Pergunta
se o mesmo está à
venda e a velhinha completamente
ignorante diz que não sabe
quem é o pintor, mas que
por um valor razoável, estará
disposta a cede-lo. Vende o Di Cavalcante
por uma fração do
preço real,e até mesmo
emite um recibo vendendo um quadro
com assinatura ilegível.
Pronto!!! O golpe deu certo! Nossa
vítima, certa que fez um
negócio maravilhoso, que
ganhou uma pequena fortuna, acaba
de entrar em dos mais populares
golpes! Se voltar a casa da velhinha,
irá notar que somente a sala
da casa estava decorada, e que a
muito, assim que ele partiu, a velhinha
e a decoração sumiram!
Tecnicamente, a velhinha não
o tapeou, nem disso nossa vítima
pode reclamar. Resta amargar o prejuízo
e rezar para que os amigos não
descubram! Esse caso, é um
dos muito que acontecem freqüentemente
sempre que existe uma venda de obras
de arte falsa, o valor da peça
é proporcional à criatividade
do estelionatário.
O ideal a fazer, é você
comprar a peça, ou mesmo
reservá-la mas levar a um
perito que possa identificar a autenticidade,
a época, à qualidade
e a compatibilidade de valores dentro
de critérios de avaliação.
Tal segurança, será
muito importante principalmente
na hora da venda, pois um perito
dará tal instrução
mediante a um documento, que não
perde o valor a não ser em
raros casos de contestação
por um perito ainda mais capacitado.
Tal documento chama-se "Expertise",
e quanto mais cara for à
obra, de mobiliário a quadros,
esta se faz ainda mais necessária.
Nesses casos, o "tenho certeza",
o "juro que foi de meu bisavô"
ou mesmo o "eu vi o artista
pintando" caem por água
abaixo ou se comprovam, mas para
um futuro comprador essa certeza
de um investimento seguro, facilitará
em muito a revenda. Aí você
verá que os valores cobrados
de 3% a 6% do valor da obra para
identificação, são
até mesmo baratos. Caro mesmo,
é pagar 100% de algo que
não vale nada!
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