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Prevenção
da ação de umidade
em obras de arte
Dentre os diversos fatores de degeneração
de uma pintura, uma das mais comuns
são as colônias de
fungo. Em paises de clima subtropical
como o Brasil, um dos mais graves
danos que podem ocorrer com um quadro
é a umidade, e a partir desta
é que se procede ao desenvolvimento
das colônias de fungos aeróbicos.
Duas
são as maneiras em que a
ação da umidade pode
prejudicar um quadro. Uma delas
é a ação frontal
presente em um ambiente com alta
porcentagem de umidade do ar, que
irá agir diretamente sobre
o verniz do quadro, gerando as condições
para a evolução de
colônias de fungo.
A
outra, bem mais grave, é
a umidade proveniente da parede
ou da base onde o quadro está
encostado. Nesse caso, o verniz
que atua como um vidro sobre a pintura,
portanto impenetrável para
a entrada ou saída do ar,
impede que a umidade saia livremente
pela frente da obra. Entre a parede
e a tela, existe o chassi, e nesse
espaço, semelhante a uma
câmara, estabelece-se uma
estufa com condições
de temperatura e umidade diferentes
do restante do ambiente.
Um quadro é composto de um
suporte de tela, de pigmentos aderidos
sobre a mesma, e sobre tudo isto,
de um verniz de proteção.
Este verniz é impermeável
e funciona como a vedação
da estufa de que falamos. Assim,
a umidade (e os fungos), quando
acontece uma diferença de
temperatura externa, e o ar da estufa
tende a se expandir, pressionam
a tela, que, permeável, permite
que estes elementos cheguem até
a camada de pigmentos, e atinjam
a camada de verniz, por dentro.
Forma-se aí um ambiente propício
para criação de fungos
e bactérias que por ser protegido
e ao mesmo tempo ter uma umidade
quase que constante, dá condições
a uma rápida evolução
da colônia, colocando em risco
a estética e a estrutura
pictórica como um todo.As
soluções encontradas
para evitar tais danos são
de simples execução.
No
primeiro caso, quando a umidade
vem do ar externo, a solução
é usar um verniz a base de
cera mais maleável e menos
propenso a aglutinar tais colônias
de fungo. Limpar eventualmente à
parte de traz da tela e chassi,
com um pano embebido em benzina
em pouca quantidade para que não
ultrapasse a espessura da tela,
também deve ser considerado.
No segundo caso,quando a parede
é úmida, a solução
é ainda mais fácil:
gruda-se à parede uma fina
placa de isopor, de tamanho ligeiramente
maior que o chassi e menor que a
moldura. Dessa maneira o fundo do
quadro ficará completamente
isolado da umidade proveniente da
parede.
Também é recomendado,
para ambos os casos, espanar semanalmente
o quadro, usando um espanador de
plumas destinado apenas para tal
fim.
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