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Mudança
de hábito
Suas obras de arte, nesse século,
estarão sujeitas a diferentes
tipos de degeneração
e sinistros, fato o que nos levará
a modificar o tratamento e as técnicas
de limpeza e conservação.
Imaginem que um quadro, no séc.
XX, sofria a ação
de fuligem, ou seja de luz vela
e fogão a lenha e nicotina
dos cigarros. Apenas no final do
século é que a poluição
passou a ser fato degenerativo da
pintura. Já no começo
do séc. XXI, com a mudança
dos hábitos, a nicotina deixou
de ser uma das principais causas
de empobrecimento da capa pictórica,
e a principal vilã, passou
a ser a graxa poluitiva, resultado
dos diversos gases e partículas
que se encontram em suspensão
na atmosfera. Outra mudança
de hábitos que também
veio a aumentar a parcela de riscos
de uma obra de arte, é a
mais constante mudança de
endereço que esta obra está
sujeita. Como ainda na maioria dos
casos, nossos quadros estão
envernizados com vernizes de origem
e conceitos europeus, os danos aferidos
á pintura no começo
desse século, embora mais
amenos que os do século passado,
ainda são bastante prejudiciais
à tela! Costumava-se em tempos
passados, conservar a casa da família,
assim como seus utensílios,
por gerações e gerações...
Agora, existem as constantes mudanças
físicas e de proprietários
que são habituais e corriqueiras,
e o "provisório definitivo"
passou a fazer parte de nossas vidas.
Outra mudança de hábito
notada, é o rigor do acompanhamento
da moda de decoração,
o que faz com que o quadro tenha
sua moldura trocada por diversas
vezes, existindo ainda, um revezamento
entre paredes principais e fundo
de armários, dependendo da
moda da década.
Com todo esse "vaivém"
uma obra de arte passa por um número
muito maior de seqüências
que podem aumentar consideravelmente
o risco de um sinistro mais grave.
O tratamento devido para esse tipo
de dano, é a constante limpeza
do quadro por um perito. Costuma-se
passar uma flanela extremamente
macia na pintura diariamente como
meio de conservar o pigmento limpo.
Agora
imaginem... passar a flanela diariamente,
por anos a fio... o fator abrasivo,
corresponde ao de 10 minutos contínuo
de lixa grossa! Por isso acontece
de um quadro "perder"
a cor ou mesmo a assinatura, que
em diversos casos, era colocada
após o quadro totalmente
pronto e portanto sobre o verniz.
A
solução é encaminhar
o quadro numa freqüência
maior a um ao restaurador, que solucionará
o problema da limpeza da mudança
do verniz, assim como fazer a verificação
das estruturas de suporte da obra.
Uma vez que o quadro, coberto por
camada graxosa, sem a exuberância
devida, e o brilho natural concebido
pelo pintor, vai fatalmente perder
o efeito luz e sombra, o efeito
estético, decorativo e principalmente
artístico.
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