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Como
avaliar se um quadro precisa de
restauro
ou conservação?
Em primeiro lugar, precisamos de
tempos em tempos, parar e "analisar"
os nossos quadros! Pois é...
um quadro quando começa a
se deteriorar, é um processo
tão lento que nem chegamos
a perceber e quando notamos é
porque o processo de decomposição
já está muito adiantado,
o que sem dúvida irá
complicar o trabalho de conservação/restauração.
Quando
você estiver analisando um
quadro, preste a atenção
se existem setores esbranquiçados,
ou mesmo pontos que se pareçam
com água respingada e depois
seca, minúsculos furinhos
em forma de micro vulcões,
pó cor de areia, mofo, alteração
de cores... esses fatores isolados
ou em conjunto, são indícios
de colônias fungo, muito comuns
em paises de clima tropical.
O segundo fator de sinistro é
a camada graxosa, decorrente de
poluição atmosférica
ou mesmo da nicotina do cigarro.
Esse tipo de dano atribui uma espécie
de veladura sobre a pintura original,
escondendo contrates de luz e sombra,
amarelando a composição,
tirando a perspectiva e denegrindo
a qualidade pictórica da
obra, além de agir como um
corrosivo para o pigmento.
O
terceiro e mais grave fator é
o craquelamento da capa pictórica,
que se deve ao ressecamento do q.s.p.
do pigmento, que sem dúvida
alguma poderá acarretar um
sinistro irreversível em
seu quadro caso não seja
tratado a tempo. Isso é de
simples identificação,
pois inicialmente a tinta apresenta
pequenas rachaduras, em uma primeira
fase, riscos esporádicos
horizontais e verticais, e depois
micro quadriculados em toda a extensão
da tela.
Esses três fatores acima apresentados,
não são os únicos,
mas são os de ocorrência
mais comum em um quadro. São
processo que levam a decomposição
da obra, e quando tratados a tempo,
além de devolver ao quadro
todo seu esplendor artístico,
conservam o valor artístico
e comercial de seu patrimônio.
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