CARLOS RIELLI JR

Como avaliar se um quadro precisa de restauro
ou conservação?

Em primeiro lugar, precisamos de tempos em tempos, parar e "analisar" os nossos quadros! Pois é... um quadro quando começa a se deteriorar, é um processo tão lento que nem chegamos a perceber e quando notamos é porque o processo de decomposição já está muito adiantado, o que sem dúvida irá complicar o trabalho de conservação/restauração.

Quando você estiver analisando um quadro, preste a atenção se existem setores esbranquiçados, ou mesmo pontos que se pareçam com água respingada e depois seca, minúsculos furinhos em forma de micro vulcões, pó cor de areia, mofo, alteração de cores... esses fatores isolados ou em conjunto, são indícios de colônias fungo, muito comuns em paises de clima tropical.

O segundo fator de sinistro é a camada graxosa, decorrente de poluição atmosférica ou mesmo da nicotina do cigarro. Esse tipo de dano atribui uma espécie de veladura sobre a pintura original, escondendo contrates de luz e sombra, amarelando a composição, tirando a perspectiva e denegrindo a qualidade pictórica da obra, além de agir como um corrosivo para o pigmento.

O terceiro e mais grave fator é o craquelamento da capa pictórica, que se deve ao ressecamento do q.s.p. do pigmento, que sem dúvida alguma poderá acarretar um sinistro irreversível em seu quadro caso não seja tratado a tempo. Isso é de simples identificação, pois inicialmente a tinta apresenta pequenas rachaduras, em uma primeira fase, riscos esporádicos horizontais e verticais, e depois micro quadriculados em toda a extensão da tela.

Esses três fatores acima apresentados, não são os únicos, mas são os de ocorrência mais comum em um quadro. São processo que levam a decomposição da obra, e quando tratados a tempo, além de devolver ao quadro todo seu esplendor artístico, conservam o valor artístico e comercial de seu patrimônio.

 


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